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Freguesia - Festas e Romarias

Festa em honra de Santa Margarida
Esta festa realiza-se no primeiro fim-de-semana de Agosto (Sexta-Feira, Sábado e Domingo) e são muito conhecidas na região. Trata-se de uma festa popular com celebração religiosa, que conta com espectáculos com artistas portugueses de renome, bailes, quermesse, actividades desportivas e a tradicional missa seguida de procissão em honra da padroeira, Santa Margarida. Tendo esta Freguesia um elevado número de emigrantes, as festas funcionam também como um ponto de encontro anual.

Festa de Senhora da Rabaça
É uma celebração bastante antiga que ocorre anualmente, no fim-de-semana mais próximo do dia 8 de Setembro, junto à Igreja de Arrabaça, situada fora da povoação. Combina a vertente popular, que alia a animação musical aos petiscos, com a celebração religiosa, através da missa e procissão em torno da igreja.

Santos
No Dias de Todos os Santos, é tradição fazerem-se as broas de várias qualidades, como broas de batata-doce, broas de abóbora, broas de vinho doce, broas de leite, broínhas de espécie, entre outras.
Ainda hoje se mantém o costume dos meninos irem, de porta em porta, com uma bolsinha, pedirem os santinhos, dizendo «Santinho, santinho, aqui para dentro do meu saquinho».
Depois, as pessoas vêm à porta, oferecem às crianças broas, rebuçados, dinheiro, amendoins, chocolates, castanhas, romãs e muitas outras coisas. É ainda costume a ida a missa neste dia.

Carnaval
Em tempos, era tradição, em Aldeia Velha, a festa da queima das bonecas, por altura do Carnaval ou Entrudo.
Duas semanas antes do dia do Entrudo, começava a "semana das comadres", que simbolizavam um pai, uma mãe e os respectivos padrinhos e madrinhas. Nessa semana, na terça-feira, faziam um boneco de palha de centeio, vestiam-no com roupas velhas, e baptizavam-no com um nome por elas escolhido.
No dia seguinte, vinham em marcha com vários convidados para o local destinado: um largo, onde se encontrava muita gente e também um acordeonista. Aí queimava-se o boneco.
Havia uma grande festa e, em seguida, continuava o baile pela noite dentro. Na semana seguinte, repetia-se a festa, desta vez feita pelos rapazes que, de igual modo, queimavam uma boneca. Esta era a "semana dos compadres".
Os festejos do Entrudo estendiam-se de sexta-feira até quarta-feira da semana seguinte, culminando na "festa do enterro do galo". Nesta festa, a população reunia-se num local determinado local e enterravam o galo, ficando este com a cabeça de fora. Quem acertasse no animal com um pau ou pedra, ganhava o premio, que era o próprio galo.

São João
Na noite de São João fazia-se uma fogueira, com alecrim e rosmaninho, sobre a qual se saltava.
As raparigas queimavam três alcachofras na fogueira, atribuindo a cada uma delas o nome de um rapaz. Após alguns dias a alcachofra que estivesse mais aberta indicava o nome do rapaz com que a rapariga iria casar.
Nesta época, outra forma de as raparigas saberem com quem se iriam casar era descascarem uma fava por completo, que simbolizava a fava nua, ou seja a fava pobre. Em seguida, descascavam apenas meia fava, que representava a fava meia rica. Por último, juntava-se uma fava com casca, representando a fava-rica. À noite, colocava-se estas três favas debaixo da almofada. Estas representavam, respectivamente, um rapaz pobre, um meio rico e um rico. Quando acordavam, as raparigas colocavam a mão debaixo da almofada e tirava-se uma fava. A que saísse indicava o rapaz com que a rapariga casaria.